Em discurso durante a reunião com
cardeais, ele defendeu que sejam mantidas as metas do Concílio Vaticano
2º e que a renovação da instituição se mantenha.
Os bispos auxiliares da diocese e as
centenas de sacerdotes lhe receberam com aplausos, vivas ao papa e
outras mostras de carinho. O papa Ratzinger entrou apoiado em um bastão,
enquanto os aplausos se misturaram com o canto “Tu sei Petrus” (Tu és
Pedro).
Ele respondeu com um largo sorriso e
dando várias vezes obrigado pelas mostras de carinho e uma vez sentado,
detrás de uma mesa, falará com eles, sem texto previsto.
O pontífice agradeceu o afeto e o amor
demonstrado pelo clero durante seus quase oito anos de pontificado.
“Mesmo me retirando, estarei sempre perto de todos vocês na oração, e
vocês estarão perto de mim, apesar de eu estar escondido do mundo”.
Por sua vez, o vigário-geral de Roma,
Agostino Vallini, saudou o pontífice e o elogiou, chamando-o de exemplo
de vida. “Santo Padre, durante estes anos o senhor sempre nos pediu para
o acompanharmos com a oração e, nestes dias difíceis, o pedido se
tornou mais urgente”, disse o cardeal.
A reunião com os sacerdotes da diocese
de Roma já estava marcada, mas adquiriu um significado maior por ser a
última vez que Bento 16 se pronunciará como papa antes de sua renúncia,
no próximo dia 28.
UNIDADE
Na quarta (13), Bento 16 disse que a
divisão no clero e a falta de unidade “desfiguram o rosto da Igreja” e
pediu a superação de “individualismos e rivalidades” durante a Quaresma,
o período cristão compreendido entre a quarta-feira de Cinzas e a
Páscoa.
Sobre o assunto, o pontífice disse que
Jesus denunciou a “hipocrisia religiosa, o comportamento de que buscam o
aplauso e a aprovação do público”. “O verdadeiro discípulo não serve a
si mesmo ou ao público, mas ao Senhor, de maneira singela, simples e
generosa”.
O papa acrescentou nesse encontro
público que é “ciente” da “importância” do fato, mas também de “não ser
capaz de promover o Ministério de Pedro com a força física e o espírito
que ele requer”.
O pontífice reconheceu que estes são
dias “nada fáceis” para ele, mas que notou “quase fisicamente a força da
prece do amor da Igreja”.
Bento 16 se retirará no próximo domingo
durante uma semana para exercícios espirituais, que terminarão no dia
23. Durante esse período, o papa não vai realizar atos públicos.
Fonte: Uol Notícias
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