O objetivo de Carlos é aplicar o sistema
em alguns hospitais de Santa Maria, onde vítimas do incêndio com
dificuldades em falar, devido a lesões respiratórias ou traqueostomias,
poderão se comunicar com enfermeiros, médicos e parentes. “Vi que
algumas das vítimas estavam sofrendo de pneumonia química ou tinham
queimado a garganta com a fumaça. Então pensei que poderia ajudar”, diz o
empresário. Carlos entrou em contato com alguns amigos dele que vivem
na cidade e conseguiu fechar uma parceria local.
O pernambucano conta que os amigos
fizeram a ponte com o Instituto Leda Bacci, que logo se interessou pelo
Livox. Empresários de Santa Maria também se mobilizaram e pagaram a
passagem dele. O instituto disponibilizará dez tablets que receberão a
instalação grátis de dez licenças do software criado por Carlos. “Essas
pessoas não podem falar e não conhecem a linguagem de sinais. Com o
software, elas poderão dizer o que estão sentindo. Se estão com dor, se
querem mudar de posição. Algumas vítimas podem nem saber ao certo o que
aconteceu na tragédia e não conseguiram ainda perguntar sobre o
ocorrido”, comenta.
O empresário recifense diz que a oferta
de licenças e tablets pode ser aumentada dependendo da demanda. “Se for
necessário, poderemos disponibilizar mais tablets para as vítimas do
incêndio”, destaca. Atualmente, 85 pessoas que estavam na boate Kiss
ainda estão internadas. Hoje Carlos instalará os aplicativos e fará
oficinas para ensinar os pacientes a utilizar o programa.
MOTIVAÇÃO
O desenvolvimento do aplicativo surgiu
de uma necessidade pessoal, ajudar a sua filha com paralisia cerebral a
se comunicar. A ideia virou projeto, que virou produto e, hoje, é usado
por mais de mil pessoas em todo o País. “Já rodamos mais de 41 mil km
pelo Brasil divulgando o software. O Objetivo é apresentar a mais
hospitais e fazer com que eles adotem a solução. Isso trará conforto
para muitos pacientes”, acredita.
Vale lembrar que não só casos de
pacientes como os de Santa Maria, ou aqueles que têm impedimento total
de fala podem se beneficiar do Livox. Indivíduos com sequelas de
derrames e doenças degenerativas, por exemplo, podem utilizar o
aplicativo para se expressar.
O software é dividido em nove áreas, que
correspondem às necessidades dos usuários. A área Eu quero, por
exemplo, permite que o paciente expresse que deseja ir ao banheiro, ou
Beber água. Também há áreas denominadas Eu estou, Cuidados pessoais e
Diversão. Mais: www.agoraeuconsigo.org.
Fonte: JC Online
0 comentários:
Postar um comentário