Chamado de 2012 DA14, o asteroide passará a uma distância de 27.680 quilômetros. O DA14 ficará mais perto da Terra do que vários satélites artificiais em órbita, a exemplo dos que são utilizados para o sistema de posicionalmente global (GPS), distantes da Terra entre 35 e 36 mil quilômetros. Contudo, o asteroide está quase 80 vezes mais longe da Estação Internacional Espacial, que está cerca de 350 km da órbita da Terra.
Será possível assistir à passagem do DA14 na sexta-feira com o auxílio de telescópios. O horário de sua maior proximidade com a Terra está previsto por volta das 19h40 GMT (17h40 de Brasília).
Segundo a agência espacial, desde que as inspeções no céu começaram na década de 1990, os astrônomos nunca viram um objeto tão grande se aproximar tanto do nosso planeta. Mas os cientistas asseguram que não há perigo de colisão, pelo menos dessa vez. Isso porque, em 2020, a rocha deve se aproximar novamente e ainda não é possível calcular a qual distância.
Não é a primeira vez que o planeta recebe uma “visita” como essa. Em 1908, um corpo celeste do tamanho do asteroide 2012 DA14 explodiu na atmosfera acima da Sibéria, devastando uma área de milhares de quilômetros quadrados de floresta. Os pesquisadores ainda estão estudando o “Evento de Tunguska”, como ficou conhecido esse episódio, em busca de pistas sobre o objeto que causou o impacto.
Outro objeto de tamanho semelhante ao DA14 atingiu a Terra há 50 mil anos. Ele foi responsável pela formação a Cratera do Meteoro, no Arizona (EUA), que deixou uma depressão de aproximadamente um quilômetro de diâmetro e 200 metros de profundidade.”Esse asteroide era feito de ferro, o que tornou um projétil especialmente potente”, explica o cientista Don Yeomans no site da Nasa. [EBC]
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