Pernambucanos já sabiam da importância do frevo para a cultura da humanidade
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem/Arquivo
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O título é de todos os brasileiros segundo o secretário da Casa Civil de Pernambuco, Tadeu Alencar, que participou da sessão solene em Paris. "O reconhecimento é para todos os brasileiros. Para nós, pernambucanos, tem um gostinho especial, o frevo espelha a insurgência pernambucana, pelo colorido, pelo ritmo e pela dança", destaca.
Na prática, o título não representa verba ou outro tipo de incentivo financeiro por parte da Unesco, mas uma maior notoriedade. A partir desse título mundial, o Estado ganha a obrigação de investir no ritmo e, com a chancela da Unesco, deve haver uma maior facilidade para captura de patrocínio e investimentos para o ritmo.
"Agora a responsabilidade do Estado aumenta com a divulgação do ritmo. O Governo de Pernambuco vai se reunir, no início de 2013, com as prefeituras de Recife e Olinda para viabilizar políticas públicas para realizar a salvaguarda do frevo", explica Alencar.
O frevo é a terceira expressão brasileira a receber o título. O samba de morro, do Recôncavo Baiano, e a aldeia indígena Uajapi, do Amazonas, são os outros símbolos brasileiros imateriais para a humanidade.
Além do frevo, nesta quarta a Unesco escolheu 36 expressões, entre elas o Festival de San Ignacio de Moxos, na Bolívia; a Dança dos Diabos de Corpus Christi, na Venezuela; e o tradicional chapéu de palha do Equador, o "Toquilla".
Do NE10
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