Em protesto por perdão de dívidas e linhas de crédito para inadimplentes, agricultores do Nordeste espalharam carcaças de animais mortos e fecharam a pista na porta do Palácio do Planalto por mais de quatro horas.
Além da segurança da Presidência da República, 180 policiais militares foram mobilizados para evitar que o grupo de cerca de 150 agricultores nordestinos entrasse na sede do Executivo.
Houve empurrões e muito bate-boca. O agricultor alagoano Manoel Alves Araújo, 62, passou mal, desmaiou e precisou ser carregado por policiais.
Por volta das 16h, os manifestantes decidiram desocupar a pista e voltar para a Praça dos Três Poderes para que 11 representantes fossem recebidos pelo ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência da República).
Enquanto os agricultores subiram para a reunião, representantes das Centrais Sindicais chegaram gritando ao Palácio e foram impedidos de entrar.
O deputado federal Paulinho da Força (PDT) disse que veio pedir uma audiência com a presidente Dilma Rousseff para que o governo vote ainda este ano projeto que cria uma alternativa para o fator previdenciário. Criado durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o fator previdenciário reduz o valor das aposentadorias de quem se aposenta por tempo de serviço antes de atingir 60 anos, no caso das mulheres, e 65 anos para homens.
As centrais defendem uma proposta que considera idade e tempo de serviço. Um grupo foi autorizado a subir para protocolar o pedido de reunião com Dilma.
Representantes de movimentos indígenas, por sua vez, também tentam entrar no Palácio para pedir demarcação de terras no Mato Grosso. Vestindo trajes típicos, eles dançam na entrada do estacionamento principal.
Folha
0 comentários:
Postar um comentário