Corpo foi encontrado enterrado no quintal do vizinho da família da garota, estava envolvido em uma lona de piscina
Fotos: Aguinaldo Mota/ 190 PB
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O suspeito, que é vizinho da família da garota, já teria confessado à polícia que a matou e enterrou no quintal. Apesar disso, o corpo passa por perícia no Instituto de Medicina Legal e a conclusão do laudo pode levar até 10 dias para ser entregue.
Jeferson Luiz de Oliveira foi detido no início da noite de ontem após ter sido reconhecido por uma prostituta com quem a polícia encontrou o celular da menina. A mulher contou que recebeu o aparelho como pagamento de um programa feito com o pedreiro. Ele foi detido e está sob custódia policial. Os detalhes do crime ainda não foram divulgados.
Segundo um tio de Fernanda, Wellington Oliveira, a família já teria notado um comportamento estranho do vizinho e a semelhança dele com o retrato falado da prostituta, mas demorou a aceitar que alguém tão próximo estivesse envolvido. “Ele vinha na casa do meu irmão, não com muita frequência, mas a filhinha dele brincava com Fernanda", disse. Ainda de acordo com Wellington, o pedreiro chegou a participar, junto com a família de Fernanda, na divulgação de cartazes e fotos da menina pela cidade.
| (1) Suspeito foi detido em casa, no início da noite. (2) Apesar da polícia ter isolado a área, muitos curiosos se aglomeravam à frente da casa do suspeito, onde o corpo (3) foi localizado. (4) Tia da garota passou mal ao saber que a menina pode estar morta. |
A polícia divulgará, ainda nesta terça-feira (9), mais informações sobre o desfecho do caso. Fernanda Ellen desapareceu no dia 7 de janeiro deste ano, após ter saído de casa para buscar o boletim na escola onde estudava. Segundo familiares da garota, ela era uma menina tranquila e essa teria sido a primeira vez que ela saía de casa desacompanhada, pois a escola ficava a poucos metros da casa onde morava.
As investigações foram conduzidas pelo delegado adjunto do Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil (Goe), Aldrovilli Grisi. Como o caso teve grande repercussão no Estado, o secretário de Estado da Segurança e da Defesa Social, Cláudio Lima e o comandante geral da Polícia Militar da Paraíba, coronel Euller Chaves, também acompanharam, de perto, todo o inquérito.
Vanessa Silva
Do NE10/ Paraíba
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