Os mandados estão sendo cumpridos na
Bahia, no Ceará, Espírito Santo, em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul,
Minas Gerais, Pernambuco, no Paraná, Rio Grande do Norte, Rio de
Janeiro, em Rondônia e São Paulo.
As pessoas suspeitas de participar do
esquema são acusadas de desvios de recursos em órgãos municipais e
estaduais, pagamento de propinas, superfaturamento de produtos e
serviços, utilização de empresas fantasmas, lavagem de dinheiro,
sonegação fiscal e enriquecimento ilícito de agentes públicos. Entre os
acusados estão empresários. No total, as verbas públicas sob
investigação ultrapassam R$ 1,1 bilhão.
Em São Paulo, a operação está
concentrada em São José do Rio Preto. No município do noroeste do
estado, uma investigação do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco)
identificou que empreiteiras do ramo de pavimentação asfáltica
manipulavam licitações públicas em municípios do interior. A suspeita é
que elas simularam uma competição entre si com o objetivo de
superfaturar as obras. De acordo com o Ministério Público do Estado de
São Paulo, pelos menos 80 prefeituras fizeram contratos com esse grupo,
que superaram R$ 1 bilhão.
Também há suspeita de que servidores e
agentes públicos facilitaram a atuação da organização criminosa para
desviar recursos municipais, estaduais e federais. O MP constatou o
pagamento de propina a servidores municipais no valor de R$ 70 mil. Os
investigados responderão pelos crimes de fraude à licitação, desvio de
verbas públicas, corrupção ativa e passiva e formação de quadrilha.
diariodepernambuco
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