De acordo com Christopher, pesquisas
recentes concluem que o autocontrole é a chave para determinar se uma
pessoa resiste ou não a tentação de trapacear – nas corporações, isso
pode significar levar o crédito pelo trabalho desenvolvido por outra
pessoa, mentir durante uma negociação com clientes ou fornecedores ou
cometer o crime de alterar os números financeiros da empresa.
O autocontrole, ainda segundo o
professor, oscila, mas cientificamente ele é gerado principalmente no
córtex pré-frontal do cérebro e usa a glicose como combustível.
Pesquisas recentes também indicam que a falta de sono reduz a glicose
presente nesta região do cérebro humano. “Em outras palavras, dormir
pouco ‘rouba’ o combustível para gerar no ser humano o autocontrole”,
escreveu o professor.
Para comprovar isso, Christopher e seus
colegas administraram quatro testes e puderam afirmar, assim, que dormir
pouco pode levar a comportamentos pouco éticos. Em um dos testes, os
acadêmicos levavam seus participantes a responderem um teste trivial com
recompensas financeiras – dez vales de US$ 50. Segundo os relatos,
aqueles que dormiam menos ficavam mais tentados a trapacear para obter o
resultado financeiro.
Mas o que isso tem a ver com a pequena
empresa? Tudo. A contratação de funcionários, principalmente no momento
que a empresa começa a crescer, é um período crítico para qualquer
empreendedor. Mais do que escolher as pessoas certas, é preciso
encontrar profissionais éticos. E pessoas boas costumam praticar o bem,
mas como o professor Christopher tenta agora provar, oferecer boas
condições de trabalho também será fundamental para que os seus
funcionários não manchem a imagem da sua empresa.
Fonte: Estadão
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