No Dia Internacional do Meio Ambiente, celebrado nesta quarta-feira (05/06), o governador Eduardo Campos anunciou o Plano de Aplicação para o Desenvolvimento Sustentável, para o qual será disponibilizado o valor de R$ 205 milhões. Proveniente da compensação ambiental dada pelos grandes empreendimentos instalados no Estado, o investimento vai beneficiar, principalmente, a população no entorno das 81 Unidades de Conservação (UC) existentes em todo o território pernambucano. O evento foi realizado no prédio-sede da Seplag, no bairro de Santo Amaro, e contou com a presença de vários secretários de Estado, além das equipes dos órgãos colegiados ligados à causa.“Fomos buscar esse dinheiro das empresas que vieram para Pernambuco. Cobramos taxas que já estão disponibilizadas sem burocracia, livres de contingenciamento e carimbadas para a ação ambiental. A Secretaria de Meio Ambiente, com a fiscalização e o acompanhamento do Conselho de Meio de Ambiente e da sociedade, vai poder empregar esse recurso nas Unidades de Conservação para que possam ter vida, bem como financiar a economia verde”, explicou Eduardo, que, na ocasião, também decretou o início das obras de mais dois trechos do projeto de Renaturalização do Rio Beberibe.
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Para o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Sérgio Xavier, com a elaboração deste plano, Pernambuco sai na dianteira na formação de um novo conceito de sustentabilidade, o qual chamou “de uma sociedade tri-resiliente”. “Esse dinheiro será empregado nos pilares da sustentabilidade, que são o social, o ambiental e o econômico. Ou seja, é proteger o meio ambiente, criando emprego e renda e fortalecendo a economia”, argumentou Xavier. BEBERIBE - Já em curso, o projeto de Renaturalização do Rio Beberibe teve mais duas Ordens de Serviço assinadas nesta quarta-feira, totalizando um investimento de R$ 38 milhões. Desta feita, são os trechos que compreendem a ponte da Avenida Olinda até a ponte Nova Esperança (R$ 20 milhões) e da ponte Nova Esperança até a BR-101 (R$ 18 milhões). O governador destacou a importância das intervenções, sobretudo na drenagem das cidades.
“Vamos conseguir minimizar as inundações e favorecer as atividades de pesca e lazer, uma vez que trará melhorias na qualidade da água do rio com a retirada de um milhão de metros cúbicos de sedimentos”, defendeu Eduardo, lembrando que as ações da parceria público-privada do saneamento - quando 90% do esgotamento sanitário da Região Metropolitana estará concluído ao cabo de 12 anos - também irá favorecer o resgate dos rios Beberibe, Capibaribe e de outros que cortam a RMR.
Ao todo, 13 quilômetros do rio passarão pelas intervenções, beneficiando cerca de 590 mil pessoas que moram na bacia do Beberibe. Serão investidos R$ 63 milhões e o prazo de conclusão do projeto está estimado para o segundo semestre de 2014. “Essa é uma obra integrada dos governos estadual e municipal, que dialoga com a mobilidade urbana e com a educação ambiental”, resumiu o secretário de Recursos Hídricos e Energéticos, Almir Cirilo.
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