terça-feira, 16 de abril de 2013

Ararobá, Lendária e Eterna,Retorno a tratar da literatura referente à história de Pesqueira.

Esse é um assunto que não dá para deixar de lado.
 Embora tenha descoberto muito material interessante e desconhecido pela maioria, por enquanto vou me ater
 às obras clássicas, mais populares e fáceis de encontrar. E, sem sombra de dúvida, o livro Ararobá, Lendária 
e Eterna é um dos mais interessantes exemplares deste tipo.
O livro é  trabalho de Luís Wilson, que era vilabelense de nascimento, mas cresceu entre Arcoverde e Pesqueira,
 onde estudou e mais tarde fez carreira como médico. Em paralelo estudava a história de suas duas terras.
 Assim, nos deixou uma grande herança de pesquisa e informações históricas sobre as duas cidades.

Para nós especialmente, Ararobá, Lendária e Eterna é sua obra mais importante. A edição é de 1980, 
da Prefeitura Municipal de Pesqueira, e representa mais uma das várias obras que foram levadas a público 
no ano do centenário da elevação da vila a cidade. São 457 páginas distribuídas entre 15 capítulos.
 A seguir alguns assuntos tratados em cada um deles:

Capítulo I: Trata dos primórdios da história cimbrense, algumas informações sobre a Capitania de Itamaracá 
e sobre a sesmaria ganha por João Fernandes Vieira. Trata também da Guerra dos Bárbaros e da Confederação 
Cariri;
Capítulo II: Apresenta o capitão Pantaleão de Siqueira Barbosa, pai do fundador de Pesqueira. Trata também 
do próprio Manuel José de Siqueira e sua fazenda Poço do Pesqueiro e dos chamados Vinte de Pesqueira;
Capítulo III: Trata do capitão-mor Antônio dos Santos Coelho da Silva, fundador da fazenda Jenipapo, e sua filhas. Trata também de seus genros (assim como Manuel de Siqueira) Domingos de Souza Leão e Francisco Xavier Paes de Melo Barreto;
Capítulo IV: Trata da primitiva política cimbrense, dos primeiros presidentes do Senado e seus juízes ordinários.
 Também fala dos prefeitos do município de Cimbres já autônomo, a partir de 1893 com André Bezerra do
 Rego Barros;
Capítulo V: Este capítulo é dedicados às igrejas de Pesqueira, menos à igreja de Cimbres;
Capítulo VI: Aqui Luís Wilson nos fala da família Brito, começando pelo Barão de Cimbres, passando por Carlos 
de Brito e sua esposa dona Yayá. Ele aproveita e nos dá importantes informações sobre os primórdios da fábrica
 Peixe, inclusive sobre os doces de dona Negu da Pitanga e sua filhas Dina Doceira, Emília e Maria Frecheiras;
Capítulo VII: Continua com a família Brito (Jurandir de Brito e outros). Trata também da administração de
Pesqueira por um deles, o famoso "seu" Candinho;
Capítulo VIII: Zeferino Galvão, o maior expoente da cultura pesqueirense de todos os tempo, é o assunto 
desse capítulo;
Capítulo IX: Dedicado a José Araújo e sua família, bem como (evidentemente) à sua loja de 1890;
Capítulo X: Trata do tenente-coronel José do Rego Couto e seus filhos, entre eles o comendador José Didier;
Capítulo XI: André Bezerra do Rego Barros, o primeiro prefeito do município autônomo de Cimbres, 
e outros membros da mesma família;
Capítulo XII: Sobre o comerciante, conselheiro e historiador José de Almeida Maciel, seus alunos em Pesqueira
 e sua primeira professora dona Úrusual Cizelina;
Capítulo XIII: Sobre professores e estudantes de Pesqueira no começo o Século XX, a família Valença, Anísio, 
Alípio Galvão e outros;
Capítulo XIV: Trata dos velhos jornais de Pesqueira: O Serrano, A Tarde, Gazeta de Pesqueira e outros. 
O capítulo fala também sobre os antigos cinemas de Pesqueira;

Capítulo XV: O último capítulo do livro é dedicado a Dom José Antônio de Oliveira Lopes e outros bispos, 
o Colégio Diocesano e o Santa Dorotéia, bem como o Ginásio Cristo Rei.
Esse foi apenas o resumo sobre os principais assuntos, na verdade há muito mais. O espaço é curto para 
falarmos de tudo e, na verdade, essa não é a intenção. Para aproveitar tudo que essa obra de importância 
ímpar oferece, só a lendo por inteiro. Com certeza é uma experiência fascinante, pois a pesquisa de Luís Wilson
 foi rica e abrangente, muito enriquece o conhecimento de quem a lê. Aliás, trata-se de mais uma leitura 
obrigatória para quem quer conhecer a história de Cimbres e Pesqueira.
O livro enquanto estava sendo escrito chamava-se A Velha Fazenda Poço da Pesqueira (História de Algumas
 de Suas Famílias), mas o nome foi mudado antes do lançamento. É conveniente lembrar que esse título,  
Ararobá, Lendária e Eterna, virou um clássico popular. Mesmo quem nunca leu o livro, ouve esse nome ecoando 
até os dias de hoje.
Por Oliveira do Nascimento. Leia mais em: http://www.pesqueirahistorica.com/2011/10/araroba-lendaria-e-eterna.html#ixzz2QdApCmAR Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives

0 comentários: