Local onde aconteceu a tentativa criminosa. A tríplice tentativa de homicídio registrada na noite da quarta-feira, 14, na Vila Dona Maria, no Loteamento Vila Rica, na cidade de Rio Largo, na Grande Maceió, despertou a cúpula da Segurança Pública de Alagoas LEIA AQUI,Tudo parecia ser uma simples briga de gangues de usuários de drogas. Mas na verdade, a tentativa de homicídio encobria outra realidade.A principio, a história narrada pelos familiares das vítimas e‘confirmada’ pelos vizinhos foi de que dois homens chegaram à casa onde estavam as vítimas e, após arrombarem a porta da humilde residência, tentaram matá-las.O Rafael Silva dos Santos, 27, o ‘Rafinha’, dormia junto com a mulher e uma filha em um dos quartos. No momento da invasão, ele correu para a cozinha e foi alvejado com um tiro no fêmur. Sua vida somente foi poupada pelos gritos de desespero da filha. Em outro cômodo estavam os amigos do casal, Paulo Caetano dos Santos, 56 e Rafael Arcanjo Alves, 27.
A família admite que ‘Rafinha’ faz parte de uma quadrilha de traficantes de drogas e que praticava assaltos. Seu homônimo, Rafael Arcanjo, é usuário de drogas e estava providenciando a documentação para ser internado e iniciar o tratamento contra o vício.Paulo Caetano, que tentou escapar pulando o muro da vila foi baleado e golpeado, várias vezes, por um punhal e está entubado e sedado da área vermelha do Hospital Geral do Estado (HGE) junto com Rafael Arcanjo que foi alvejado a tiros e também está entubado e sedado. ‘Rafinha’ é o único consciente.Mas a história não convenceu a polícia que imediatamente se mobilizou nas investigações. Para a surpresa dos policiais, a ordem da ‘matança’ havia sido dada há vários dias – fora de Alagoas – pelos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC).Paulo Caetano e Rafael Arcanjo integram a facção criminosa e tinham decidido viver no mundo do crime por conta própria interferindo nas ações impostas pelo PCC no Estado.
As investigações revelaram que no organograma do crime, Rafael, cujo nome verdadeiro é Joaz, tem envolvimento em cerca de 40 assassinatos e assaltos a mão armada. Já Paulo Caetano era o responsável em viajar para São Paulo com frequência, onde prestava contas de suas ações e recebia as novas ordens dos líderes da facção.
Com os dados, a polícia suspeita que um grupo da facção veio do Sul do país e podem ainda estar em Maceió, possivelmente planejando recuperar o que foi perdido. Em relação a tríplice tentativa criminosa, os matadores teriam sido recrutados na capital alagoana.Suspeita-se ainda que o PCC, esteja se preparando para impôr o terror, com ações semelhantes às que vêm acontecendo em São Paulo e Florianópolis.Para isto, toda a estrutura da Polícia Civil (PC), Polícia Militar (PM), Polícia Federal (PF) e a Força Nacional (FN) mobilizaram seus serviços de inteligência e seus grupos de elite para, em um curto espaço de tempo, se adiantarem aos bandidos e responderem com operações que devem resultar em prisões nos próximos dias.
DA REDAÇAO COM O Emergencia190

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