sábado, 17 de novembro de 2012

História do Cristo Rei Espoletar de um desejo


Foi ao contemplar a imponente imagem de Cristo Redentor do Corcovado, no
Rio de Janeiro, em 1934, que nasceu em  D. Manuel G. Cerejeira, então Cardeal
Patriarca de Lisboa, o desejo de construir semelhante obra frente a Lisboa. Em 1936, a
ideia é acolhida entusiasticamente pelo “Apostolado de Oração” e proclamada
oficialmente, no ano seguinte, na Pastoral  Colectiva da Quaresma, altura em que o
Cardeal recebe a necessária aprovação e apoio de todo o Episcopado Português.
Monumento de gratidão nacional
A 20 de Abril de 1940, em plena II Guerra Mundial, os Bispos, reunidos em
Fátima, fizeram um voto que conferiu um novo sentido ao Monumento: “Se Portugal
fosse poupado da Guerra, erguer-se-ia sobre Lisboa um Monumento ao Sagrado
Coração de Jesus, sinal visível de como Deus, através do Amor, deseja conquistar para
Si toda a humanidade”. Portugal não entrou na Guerra, o que deu um novo vigor à
Campanha Nacional de angariação de fundos para a construção do Monumento.
A Construção
A construção do Monumento a Cristo Rei, da autoria do Mestre Francisco
Franco, inicia-se a 18 de Dezembro de 1949, data em que é lançada a 1ª Pedra,
terminando cerca de uma década depois. A imagem de Nossa Senhora da Paz, que se
encontra na Capela do Monumento, é do Mestre Leopoldo de Almeida e o projecto do
Arquitecto António Lino e do Engenheiro D. Francisco de Mello e Castro. 
No 25º Aniversário do Santuário de Cristo Rei, em 1984, é aprovado o Plano
Geral de Ordenamento para os terrenos  do Santuário, a cargo dos Arquitectos Luiz
Cunha e Domingos Ávila Gomes. É nesta altura que nasce o Edifício de Acolhimento
do Santuário. A Inauguração
O Monumento a Cristo Rei inaugurou-se a 17 de Maio de 1959, Dia de
Pentecostes, perante a imagem de Nª Srª de Fátima, com a participação de todo o
Episcopado Português, os Cardeais do Rio de Janeiro e de Lourenço Marques (Maputo),
autoridades civis e 300 mil pessoas. Sua Santidade o Papa João XXIII fez-se presente
por Rádio-Mensagem. Nas palavras do Cardeal Cerejeira: "Este será sempre um sinal de
Gratidão Nacional pelo dom da Paz". 
A entrada no novo milénio
 Com a entrada no novo milénio, deu-se prioridade ao restauro e alargamento das
valências do Santuário, desde Junho de 1999 sob a alçada da Diocese de Setúbal. De
Maio de 2001 a 1 de Fevereiro de 2002, o Monumento foi alvo de obras, que contaram
com o apoio técnico da U.N.L – F.C.T. e a ajuda monetária dos ofertórios de todo o país
de 23 de Novembro de 2003, um sinal de reforço do cariz nacional do Santuário. 
Destas obras, nasceu, em 2004, um refeitório com capacidade para 150 pessoas e
camaratas, em 2005, o Salão Polivalente João Paulo II com outro refeitório de
dimensões semelhantes e sala para 80 pessoas, assim como um Espaço Jovem para
alojamento e alimentação de mais de 50 pessoas. Foram também remodeladas, por
altura do aniversário, em 2006, a Capela de Nossa Senhora da Paz e, em 2007, a Sala
Beato João XXIII, ambos com a colaboração, entre outros, do Arquitecto João de Sousa
Araújo. Do mesmo ano é a colocação da Cruz Alta, uma oferta do Santuário de Fátima. 
Mais recentemente, têm sido levados a cabo outros projectos, com destaque para
o arranjo do miradouro frente à cidade de Lisboa, a Via-Sacra alusiva às Doze
Promessas de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque e aos Mártires do século XX e
uma escultura em bronze para a base do pedestal de Cristo Rei. 
Mais informações em www.cristorei.pt

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